Giro Sul-americano

Lino Oviedo ganha liberdade condicional

6 Setembro, 2007 · 2 Comentários

O Tribunal Militar paraguaio decidiu hoje, por unanimidade, conceder liberdade condicional para Lino Oviedo, general da reserva e líder político, preso por tentativa de golpe de Estado. Eles acataram o pedido da defesa, que alegou que o ex-militar cumpriu mais da metade da pena, computando o tempo em que esteve preso no Brasil. 

Oviedo, de 63 anos, foi preso pela primeira vez em 1996, acusado de tramar um golpe contra o então presidente Luis Carlos Wasmosy, de quem era ministro da Defesa. Na ocasião, ele ficou detido por um mês. Mesmo com a acusação, o general  conseguiu manter o seu prestígio junto aos colorados e chegou a ser indicado como candidato para as eleições presidenciais de 1998.  No entanto, não pôde levar a diante o projeto presidencial: ele foi julgado e condenado a dez anos de prisão.  

Raúl Cubas, presidente eleito, prometeu retirá-lo da prisão, mas as coisas se complicaram com o assassinato do vice-presidente Luis Maria Argaña, em 1999. No decorrer das  investigações começam a imputar o envolvimento de Cubas e de Oviedo no magnicídio. Com a instabilidade política, Cubas renuncia e pede asilo político no Brasil. Oviedo foge da cadeia e sai do país.   

Nos cinco anos de exílio, Oviedo viveu na Argentina e depois seguiu para o Brasil. Em 2001, a justiça brasileira negou o pedido de extradição feito pelas autoridades paraguaias, alegando que o general era vítima de perseguição política. Mesmo assim, ele retornou ao Paraguai em 2004, e se entregou à polícia.  

 Oviedo é criador e líder de uma dissidência do tradicional partido Colorado, a União Nacional dos Colorados Éticos, UNACE. Ela compõe a concertación, uma coligação política que atualmente lidera as pesquisas de opinião para as eleições presidenciais do ano que vem.

Categorias: Ditaduras · Integração regional · Política

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