Desta vez não foi a Al-Qaeda, nem Osama Bin Laden e esta tragédia não ocorreu nos Estados Unidos. Aconteceu no dia 11 de setembro de 1973, em Santiago, sob as ordens do general Pinochet.
A data marca o início dos 17 anos pelo qual o Chile, um dos países de tradição democrática, permaneceu sob regime ditatorial. Com mão de ferro e intolerância ao comunismo, Pinochet trouxe novas técnicas para o terrorismo de estado praticado no Cone Sul.
O estádio nacional virou centro de detenção, seu gramado, campo de concentração, suas dependências, açougue de carne humana. Os Andes e o Pacífico tornaram-se jazigo dos perseguidos pela polícia secreta, a Dina. Eram os principais destinos do vôo da morte. Encapuzadas, as vítimas eram lançadas de helicópteros e aviões.
O número oficial de mortos ronda os três mil e de desaparecidos gira em torno de 30 mil. No último domingo, 179 pessoas foram presas pela polícia. Elas faziam parte da marcha em homenagem aos mortos e desaparecidos no regime militar.
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