Nesta semana, foi notícia o cancelamento da turnê do cantor Alejandro Sanz na Venezuela. O governo venezuelano proibiu o show, alegando razões de segurança pelas declarações do artista espanhol, que em 2004 disse que não gostava do presidente Hugo Chávez. Mas não só dele, como de outros, inclusive o da Espanha, José Maria Aznar, então presidente espanhol.
Há dois meses, Chávez anunciou que os estrangeiros que criticassem publicamente o governo ou o povo venezuelano seriam expulsos do país. Mas isto não ocorre só lá. Vejamos:
Na Bolívia
O presidente Evo Morales proibiu o embaixador norte-americano Phillip Goldberg de pisar no palácio Quemado, sede do governo. Tudo começou quando Morales fez uma proposta de mudança da sede da ONU para outro território onde os povos e nações de todo o mundo pudessem ser ouvidos. O diplomata atacou a sugestão dizendo que não lhe seria estranho que a Bolívia propusesse mudar a sede da Disneylândia.
Ontem, o mandatário boliviano começou o seu discurso em Chapare, região cocaleira, com a frase em quéchua: “Causachun Coca, Wañuchun Yanquis”, que significa viva a coca, morram os ianques. Ele ressaltou que a sua luta não era contra o povo norte-americano, mas contra o governo que maltratou as autoridades bolivianas repetidas vezes quando quiseram entrar no país. A senadora Leonilda Zurita, do MAS, partido de Morales, foi impedida de entrar nos Estados Unidos em março deste ano.
Nos Estados Unidos
Além de proibir a entrada da parlamentar boliviana, os EUA impediram a entrada do historiador boliviano Waskar Ari. Após dois anos, o governo norte-americano concedeu o visto para que ele lecionasse na Universidade de Nebraska, em Illinois.
Em setembro do ano passado, a equipe médica de Hugo Chavez, que acompanharia o presidente na reunião da Assembléia Geral da ONU, também não pôde entrar nos Estados Unidos. Em 2005, a médica venezuelana Asia Villegas Poljak, que participaria de uma reunião da Comissão Interamericana de Mulheres da Organização dos Estados Americanos (OEA), não foi agraciada com o visto de entrada no país. Em 2004, a equipe de ciclismo do país teve o visto negado.
No Brasil
O norte-americano Larry Rohter, correspondente do New York Times, quase foi expulso do país, após o NYT ter publicado uma matéria na qual descrevia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um alcoólatra.
Este é o novo mundo sem fronteiras que nos prometeram.
1 resposta Até agora ↓
Bernardo Tonasse // 14 Outubro, 2007 às 5:09 pm
Excelente o paralelo com outros países. Keep up!