A justiça argentina iniciou o primeiro julgamento de um integrante da Escola de Mecânica da Armada (ESMA). Hector Antonio Febres, é acusado de cometer crimes de lesa humanidade no período da ditadura argentina (1976-1983).
Na audiência do julgamento, realizada ontem no Tribunal Oral de Buenos Aires, Febres negou sua responsabilidade nas acusações de privação de liberdade, do qual responde em quatro processos. Chegou a falar que sequer esteve na ESMA.
De acordo com entidades de Direitos Humanos, cerca de cinco mil pessoas perseguidas pelo regime militar argentino ocuparam os porões da ESMA. Febres seria o responsável pelos destinos dos recém-nascidos, filhos das prisioneiras.
Ele era conhecido como Selva, apelido dado por reunir a bestialidade de todos os animais. Atuou na Esma entre 1977 e 1981.
Cinqüenta testemunhas participarão do caso, que deve durar dois meses.
O juiz Baltazar Garzon, o mesmo do caso Pinochet, solicitou a extradição de Febres para a Espanha, sem sucesso.
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