Este semana foi notícia a manifestação de estudantes venezuelanos contrários ao projeto de reforma da constituição de 1999. Na Universidade Central da Venezuela (UCV), uma das mais importantes do país, onze pessoas ficaram feridas quando retornavam de um dos protestos. Segundo o jornal El Universal, três estudantes foram baleados, cinco tiveram politraumatismo e três sofreram asfixia.
Em Mérida, os protestos resultaram em quatro policiais e dois jornalistas feridos. Dentre os repórteres, um correspondente da RCTV Internacional.
O projeto de reforma foi aprovado no congresso com 161 votos a favor e seis abstenções. Dos 69 artigos modificados, 33 foram propostos pelo presidente Hugo Chavez. No dia 02 de dezembro, os venezuelanos irão referendar os novos artigos.
O que traz a grande polêmica para a mídia aqui no Brasil é o artigo 230, que permite a reeleição e amplia o mandato presidencial de seis para sete anos. Um olhar mais detalhado sobre o projeto revela outros aspectos da nova Carta Magna que será colocada ao crivo dos venezuelanos.
*O título deste post é uma referência ao livro “A Venezuela que se inventa” de Gilberto Maringoni.
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