Giro Sul-americano

19 Abril, 2008 · Deixe um comentário

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Vale lembrar que, pela primeira vez em 61 anos, o partido Colorado pode deixar o poder no Paraguai. E que na história do partido, há a resistente mancha de fraudes em eleições. Resta saber se caso Lugo ou Oviedo saíam vencedores, o que farão para desmontar um partido que está tão entranhado no estado paraguaio. Talvez, nem mesmo Blanca Ovelar, candidata do governo, tenha a resposta.

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A eleição paraguaia será coberta por 130 repórteres estrangeiros e fiscalizada por 70 observadores da Organização dos Estados Americanos. Seja qual for o resultado, ainda será um pequeno passo para a mudança de nosso vizinho.

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Se estivéssemos na década de 1980, e alguém nos falasse que o Brasil seria governado por um sindicalista, a Bolívia por um índio, a Argentina e o Chile por mulheres, todos eles eleitos pelo povo, com certeza iríamos chacotear do aspirante a visionário. Mesmo que estes sejam exemplos bem superficiais de alternância de poder na América do Sul, servem para lembrar o que pode acontecer no Paraguai amanhã. Fica a frase solta que a democracia não é só o voto, mas a possibilidade de alternância e o respeito às minorias.

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